Relatório Semanal | Risco x Retorno | Russell e S&P 500

Após 14 dias, abrimos mais um relatório semanal com os destaques entre 09 e 12 de fevereiro. Primeiro, inicio esta escrita com um relapso de pensamento, ainda que imaturo em palavras, com a seguinte questão – a ser respondida pelo leitor também eu seu próprio raciocínio: Diante da história da humanidade, desde o período do Império Persa, caminhando para as economias potenciais do Egito, 400 a.C; do Império Romano; Prússio-Germânico; Medievais em seus numerosos feudos; Napoleônicos; trazendo até as principais revoluções religiosas, ideológicas e culturais, dentre tantas: comunismo, nazismo, socialismo, maometanos, hinduismos, protestantismo, judaísmo e entre tantas outras. Reformas e mais reformas! Incontáveis e “infinitas” reformas a cada geração.

Nestes milhares de anos, ainda contáveis pelos homens, todos os micro e macro movimentos de transformação tiveram motivos intrinsecamente econômicos. A ganância, o poder, a liberdade humana estão todas atreladas em questões diretamente econômicas. Logo, há sim a necessidade de todo indivíduo, plenamente capaz de executar suas faculdades racionais, exercitar questionamentos constantes dos “porquês” de sua vida, seus comportamentos físicos e mentais, suas concepções e crenças da realidade em que cresceu e seu real objetivo nesta breve vida. Sugiro então a leitura do livro: A Última Fronteira: O Caminho da Alma.
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VALOR DE MERCADO SETORIAL

Absolutamente desconexo com a realidade! A capitalização de mercado que o setor de tecnologia – Big Tech’s – ultrapassou todos os limites possíveis. Por mais que tenham a expectativa comprovada que elas sobreviverão no futuro, acabaram banalizando os outros setores igualmente lucrativos e fundamentais para a sobrevivência do fator econômico, logístico e produtivo da rede de abastecimento. Este movimento vertical na Linha Azul demonstra exatamente como o comportamento dos indivíduos que habitam nos mercados alavancam o setor mencionado de forma coletiva desde 2019.

Empresas de tecnologia, incluindo fortemente o setor de biotecnologia, NÃO lucrativas acabaram sendo beneficiadas por essa torrente monetária, acompanhada do fluxo massivo de pequenos investidores juntamente com a facilidade extrema no mercado mundial baseada em smartphones.

FLUXO MONETÁRIO

Na imagem acima podemos observar claramente o fluxo monetário sendo retirado dos mercados americanos de forma incisiva. Desde 2017 não se via tanta saída de dinheiro dos ativos que compõem os mercados em tão pouco tempo. Os principais investidores e Fundos de Investimentos já sabem que momentos difíceis virão com a alta taxa de juros estipulada pelo Federal Reserve (FED), acumulada com o problema nas redes de abastecimento, elevada taxa inflacionária e retirada dos estímulos de compra de títulos e ativos pelo FED.

Acima nota-se claramente a expectativa para o aumento da taxa de juros americana, fazendo com que grande parte do fluxo monetário seja encaminhada para os Títulos do Tesouro Americano, ou simplesmente pulverizada ao longo dos outros mercados financeiros mundiais. Empresas com alta dívida e pouca lucratividade tendem a sofrer absolutamente com esta situação. Estima-se que em 2023 a taxa de juros estará em 1.75%, porém, alguns economistas conceituados com mais de 40 anos de mercado alertam para 2.50% até 2024.

O impacto inicial só será sentido após seis meses que cada percentual entrar em vigor. O mercado já está precificando e entrando em correção lenta e prolongada. Desde os meus relatórios de Setembro eu já escrevia obcecadamente sobre o assunto e mesmo assim fui completamente ignorado.

VALOR DO S&P 500

Por fim, o S&P 500 encontra-se em aproximadamente 18x o Lucro. Ou seja, ainda está muito além de sua capacidade de sustentação de topo, em minha humilde opinião. Claro que há ótimas oportunidades: basta garimpar. Contudo, todos os dados inflacionários somados com os estímulos monetários indicam que há uma boa margem ainda para correção. Seria mais interessante em relação ao Risco x Retorno programar para entradas pontuais abaixo de 17x e entradas massivas em 14x.

RUSSELL 2000 AINDA DEVERÁ MANTER SUA CORREÇÃO

De maneira sucinta, condensada, os mercados americanos estão entrando em um processo setorial de correção desde fevereiro de 2021. Sim! Eu já escrevi sobre isso há um ano. Esta correção massiva começou majoritariamente por empresas small caps.

As Small Caps são uma classe de empresas negociadas na bolsa que possuem menor valor de mercado. Em outras palavras, são o grupo de pequenas companhias de capital aberto com baixa capitalização de mercado.

Geralmente estas empresas ainda não possuem geração de fluxo de caixa constante e confiável que demonstra seu crescimento. Seus lucros, quando há, são provenientes de subsídios governamentais ou privados para continuar exercendo suas atividades até se tornarem lucrativas. Consequentemente, são características das Small Caps contraírem dívidas para sustentar suas operações ao longo de seu desenvolvimento. Dívidas sempre estão conectadas com o sistema tributário de forma direta, complicando a vida financeira dessas empresas em momentos de aperto monetário e elevação das taxas de juros.

Dessa forma, o “Valor = 2.4x” do Índice Russell 2000 (gráfico acima) que estão concentradas estas Small Caps demonstra claramente que mesmo após uma correção lenta e gradativa do índice, o mesmo ainda encontra-se em níveis altíssimos. Níveis estes que precederam grandes correções generalizadas no S&P 500, Nasdaq e Dow jones (1999, 2008, 2020).

Sempre vejo com bons olhos quando o Russell 2000 encontra-se com um Price/Book abaixo de 2,0.

Ainda há muita margem corretiva pela frente.

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