Federal Reserve VS S&P 500

Não busco de maneira alguma vos agradar com minhas análises. O contrário, minha intenção sempre sinaliza para um controle racional, comportamental e psicológico baseado em fatos e dados amplamente divulgados por instituições conceituadas voltadas para o conjunto financeiro.

Deste modo, ao exercitar sua mente, agora racionalizada, consegue-se manter um equilíbrio emocional adequado ao se deparar com notícias alarmantes e comportamentos massivos de ordem unilateral.

VALOR EM TORNO DO FEDERAL RESERVE

Grandes movimentos sazonais observados no S&P 500 são formados – intencionalmente ou não – por apertos ou afrouxamento da base monetária americana. Acima, identifica-se os momentos em que o Federal Reserve causou nos mercados: alongando ou retraindo os índices gerais.

Todas as vezes que houve um “aperto” monetário, seguido um aumento, mesmo que inexpressivo das taxas de juros, o S&P 500 obteve uma tendência negativa no fluxo acionário.

Porém, o movimento contrário – positivo – também é claramente notado quando o mesmo Banco Central (FED) afrouxou sua base monetária. Neste exato momento, apesar da palavras contrárias dos membros do FED: que começarão com o taper em 2022 [aperto monetário] seguido do aumento das taxas. O Federal Reserve ainda continua imprimindo dinheiro e comprando ativos nos mercados financeiros, literalmente, conforme imagem a seguir.

BALANÇOS

A imagem demonstra com nitidez as consequências absorvidas pelo S&P 500 – e também em outros mercados – quando o Federal Reserve mantém seus afrouxos monetários. A Linha Preta indica exatamente isso, enquanto a Linha Azul retrata o índice S&P 500 desde 2008.

Quando o FED aumenta (Linha Preta), seu criacionismo ilusório monetário, seja para “supressão de dívidas” ou aumento dos ativos, o índice do S&P mantém uma alta constante e genuína. Porém, ao apenas manter, ou diminuir seus balanços monetários, o S&P 500 tende a retrair fortemente. Não é mágica! É criacionismo monetário.

A HISTÓRIA DO FUTURO SE REPETE

Portanto, apesar do efeito gangorra que o FED mantém sobre os mercados, a composição setorial também influencia absurdamente nos comportamentos dos indivíduos atuantes nestes mesmos mercados: criando bolhas momentâneas e permanentes em determinadores setores amplamente midiáticos.

Observe a imagem acima e note que em períodos de bolhas financeiras, sempre algum setor estava extremamente supervalorizado.

  • Em 1980 criou-se o boom energético: quem não tinha ativos energéticos era considerado louco, ou burro mesmo!
  • Em 2000, o setor de tecnologia era absolutamente unânime entre a mídia, e consequentemente, entre os investidores.
  • Já em 2008, o boom financeiro e imobiliário era claramente notado por alguns poucos investidores.
  • E aqui estamos, em 2022, revivendo a bolha tecnológica mais uma vez. Agora, porém, com um agravante: criptoativos (gosto de nomear de cripto-vento, pois nada valem), MetaVerse, e mercados paralelos. Ou seja, tudo que é composto pelas palavras NFT ou Bit, são negociados a preços absurdos.

RELAÇÃO: TESOURO-10 ANOS VS MERCADO VARIÁVEL

Enquanto as taxas de juros estão praticamente negativas e o FED não as aumenta: indicando que os Títulos do Tesouro de 10-anos não terão altos retornos (Linha Azul Escura). Tudo em paz nos mercados variáveis. Isso que indica que grande parte do fluxo financeiro ainda está caminhando para os mercados de ações. Ativos subindo perigosamente: principalmente para o setor de tecnologia.

A partir do momento que o Título do Tesouro 10-anos começarem a subir rapidamente: isso já está ocorrendo. O FED certamente está indicando que aumentará as taxas de juros nominais em, aproximadamente, 2% até 2023. Certamente será doloroso para àqueles indivíduos despreparados que acompanham notícias diárias absurdas, youtubers e tantos outros “influenciadores financeiros digitais”.

O fluxo monetário será majoritariamente guiado para os Títulos de Renda Fixa, mesmo com um pequeno aumento nos juros. Isso ocorre por que, toda a cadeia financeira será expurgada: limpa.

Algumas consequências:

  • Financiamentos não serão facilmente aceitos;
  • Maus pagadores não terão crédito;
  • Bons pagadores também terão dificuldade de créditos: e quando houver, será muito custoso para efetuar o pagamento com taxas mais altas;
  • Empresas endividadas terão grande risco de falência;
  • Empresas medianas não conseguirão se alavancar para aumentar seus negócios;
  • Investidores, de modo geral, também terão alto risco em processos de alavancagem. Portanto, adotarão medidas conservadoras perantes seus investimentos.

BOLHA DO MERCADO CAPITAL

A última imagem serve apenas como aprendizado: o futuro repetindo o passado. A única empresa que se mantém até hoje em pleno topo histórico, SEM LATERIZAÇÃO, é a Microsoft.

Intel, GE, Cisco e Walmart continuam sendo ótimas empresas, contudo, após o estouro da bolha de 2000, as mesmas passaram por quase 10 anos lateralizando negativamente o preço das suas ações.

Você terá estômago para ver seu patrimônio nesta situação?

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