Economia Real vs Economia de Nárnia

O tempo é necessário quando nos sentimos em ponto de colapsos. O tempo é um santo remédio que nos mantém em um caminho firme, com os pés no chão. O tempo para escrever também demonstra exatamente isso: não é “só escrever”!

Se o leitor ainda não entende essa capacidade de ‘dar tempo ao tempo’ e continua aguardando ansiosamente pelo “próximo capítulo”, fique sabendo que faz um mal para a própria vida. Existe uma frase sugestiva que sempre me faz refletir:

O tempo é o tempo que se tem!

Porém, nunca me esqueço também que a vida é uma contagem regressiva; e preciso identificar qual o melhor momento para tudo! Momento de pensar; momento de trabalhar; momento de ler; momento de escrever; momento de não fazer absolutamente nada!

Meus momentos são necessários e cruciais para um bom desempenho psicológico, racional e emocional diante de tantas informações absurdas que tenho ler ao estudar – todo santo dia. Caso você ainda não faça algo parecido, sugiro começar a se conhecer melhor.

Começaremos com os últimos dados mais relevantes, que eu considero, sobre macro economia: dívida pública!

Pare de se enganar e achar que isso não importa, ou que não é interessante! Essa dívida é SUA! A própria palavra ‘pública’ indica claramente quem é o devedor: o governo; o povo! A diferença é que, a dívida é paga pela capacidade de produção de um povo, de uma economia. Então, antes de tentar comparar, equivocadamente, o Brasil, a Venezuela, o Suriname e entre outros, com os Estados Unidos e Canadá, pergunte-se primeiro: quais as diferenças gerais da capacidade produção entre os países subdesenvolvidos para os desenvoldidos? É óbvio! A liberdade econômica! Liberdade produtiva! Redução de Impostos! Sistema monetário! Máquina governamental!

Portanto, nota-se a dívida pública dos países chegando – ou ultrapassando – 100% do PIB dos países: Produto Interno Bruto (geração de riqueza de uma nação).

A dívida/PIB  é Chile 33%, Paraguai 33%, Uruguai 73%, Argentina 102%, México 52%, Peru 35%, Brasil 88%, Colômbia 63%. Vejam só, se considerarmos países semelhantes, estamos muito próximos da Argentina!

Se a Dívida/PIB é de 80% isso significa que seria necessário o governo arrecadar 80% de tudo que as empresas e as pessoas produzem de valor durante o ano para quitar essa dívida, em outras palavras, a dívida é igual a 80% de tudo que a sociedade produz de valor todos os anos.

Consequências

Vamos entender isso de forma simples. Os governos dos países não geram riquezas. Todos eles tomam riquezas das empresas e das famílias através de impostos e taxas. Quando os governos gastam mais do que arrecadam isso pode gerar algumas consequências negativas como:

  • aumento da dívida, já que gastam mais do que arrecadam constantemente;
  • aumento dos impostos para que consigam gastar cada vez mais;
  • aumento da inflação, quando o governo resolve adotar medidas equivalentes a “imprimir dinheiro” para pagar suas dívidas sem gerar riquezas.

Resolver os problemas de um país ou de uma família através de dívidas equivale a empurrar o problema para ser resolvido no futuro. No caso de um país, é como jogar o problema para seus filhos e netos que terão de trabalhar mais para pagar mais impostos para conseguirem pagar as dívidas que governos anteriores fizeram.

O governo aumenta a sua dívida vendendo títulos públicos para as pessoas, instituições financeiras e estrangeiros que queiram receber juros no futuro. É uma forma de pedir dinheiro emprestado para a sociedade no presente ao invés de simplesmente tomar o dinheiro da sociedade por meio dos impostos. Os governos pagam suas dívidas cobrando mais impostos ou adotando medidas equivalentes a imprimir dinheiro. Nos dois casos o custo de vida fica mais elevado e temos o aumento da inflação (perda do poder de compra do dinheiro). Para combater a inflação os governos costumam aumentar os juros.

Juros elevados, impostos elevados, pessoas e empresas com menos poder de compra acabam prejudicando o crescimento econômico e consequentemente isso resulta em desvalorização das ações das empresas, pois faturam menos, lucram menos e crescem menos.

Verificar que a dívida pública/PIB dos Estados Unidos superou a dívida no período do grande crash, em 1930, deixa-me um pouco mais apreensivo quanto a situação atual, principalmente pelo fator ‘geração’. As gerações dos últimos 90 anos ainda não passou por nenhuma crise realmente profunda e isso determina o comportamento dos homens ao longo destas décadas. Somente em crises agudas determina a identidade do futuro.

O mercado e o ciclo econômico não se repetem involuntariamente: os sentimentos dos indivíduos se repetem.

SOBRE A INFLAÇÃO

Gráfico simples para demonstrar o que já venho relatando há dois meses: a crescente declaração das empresas ao longo de 2021 que a inflação está afetando os seus rendimentos; suas margens lucrativas. Isso significa que há grande possibilidade de seus lucros estagnarem ou retrair ao longo de 2022. Consequentemente, afetará toda a cadeia de consumo.

PROBABILIDADES

Pela estimativa de Shiller (Linha Azul Escuro): avaliações absolutas por si só apontam para o risco de uma correção, mas os rendimentos reais de crescimento forte e baixo ancoram no curto prazo. De acordo com o histórico de Shiller, estamos entrando em um período de recessão (correção dos mercados) prolongado como verificado em 2000 e 2008.

Reforçando: Ancoram no CURTO PRAZO! Para os “investidores de redes sociais”, vale a pena repensar em indicar qualquer merda aos seus seguidores – caso tenham algum senso de responsabilidade.

VALOR’ É UMA COISA, ‘PREÇO’ É OUTRA

Nota-se claramento que os mercados estão subestimando qualquer tipo de recessão. Basta fechar os olhos e acreditar que está tudo normal, seguindo o grande fluxo. Contudo, os dados não mentem: chegamos a nível record em que o S&P 500 (Linha Azul) não quer mais identificar os ajustes cíclicos econômicos (Linha Preta). Sendo dessa forma, supervalorizam empresas que compõem os mercados de maneira absolutamente exagerada – como se a capacidade lucrativa das mesmas fossem infinitas, independente do consumo.

FALANDO EM CONSUMO

Um indicador sugestivo demonstra-nos a distorção absurda, incoerente, entre as toneladas carregadas por caminhões e o índice S&P 500. Não precisa ser nenhum super economista para perceber que há algo historicamente muito errado entre a economia real vs economia de nárnia (mercados financeiros) que sempre caminharam em conjunto.

E não me venha com a palavra crua: tecnologia. Tecnologia sem consumo de nada adianta para fomentar uma economia real. O que está movimentando a economia de forma deficiente atualmente, são os auxílios governamentais de ‘impressão de dinheiro’ – puramente isso. O motivo real dos benefícios governamentais são: zumbificação em massa dos indivíduos, antes produtivos.

SETOR DE TECNOLOGIA PRECIFICADA

Se, por um lado, o setor de tecnologia está se precificando: convergência do Price-to-book (P/B) – Preço das ações de acordo com a contabilidade das empresas.

Na outra ponta, temos o setor energético extremamente supervalorizado – comparado com a bolha.com de 2000.

Por fim, enquanto o mercado americano, representado majoritariamente pelo S&P 500, se “distancia” do mundo real (Linha Azul Escura) vs (Linha Azul Clara), prefiro manter cautela na compra de ativos de valor compatíveis com seus lucros reais.

O mundo de nárnia, apesar do MetaVerso, ainda continua irreal.

Não se engane, a grande parte do índice S&P 500 está sendo sustentado por menos de 100 empresas. A maior parte das empresas já estão em declínio desde março de 2020.

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