Continuação…

Dou-me a liberdade de continuar escrevendo mais um pouco sobre a introdução do post anterior, já que sou livre – ainda – para escrever as palavras que me vêm à mente.

Sobre o Tempo: Ah! Como eram bons os momentos que éramos livres, de fato. Naquele tempo que já não volta mais. Um tempo em que “pensar, falar, escrever e representar” ainda era possível. Um tempo em que a liberdade do ser buscava justificar e representar suas racionalidades baseadas nos sentimentos, nos exemplos e nas experiências e vivívidas. Meninos tornando-se verdadeiramente homens; meninas tornando-se mulheres. A responsabilidade dos atos eram impressos em suas características mais firmes: a verdade personalidade era impressa e apresentada ao mundo. Mundo este que, a passos largos, deixa de existir a cada dia.

Mundo em que as impressões são substituídas por cópias. Cópias em massa; não mais de uma pessoa, mas de uma espécie de “comunidade” sendo programada para agir em conjunto com uma ordem superior. Personalidades, antes estritamente individuais, agora transmutando em características comunitárias. Tentar nadar contra essa maré tornou-se cada vez mais cansativa: uma hora a maré se encarrega de fazer seu papel: absorvendo tudo o que é possível e descartando para as margens tudo o que considerar “imprestável”.

A doce ilusão da liberdade cada vez mais se transformando em lixo. Um lixo notoriamente descartável pela maré fortemente implacável.

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