Fator Animalesco

Abraçamos a falácia mitológica de enriquecermos sem trabalho, sem produção. O fato já conhecido, apoiado e aplaudido entre a grande massa marginalizada dos indivíduos – declaro ‘marginalizada’ de forma cultural, literal e consciente dos mesmos sujeitos -. Idiotas sociocratas vêm se desenvolvendo na base piramidal do ocidente a séculos. Originam-se, indiscutivelmente, das literaturas utópicas das quais perpetuam a prática do déficit mental humano. O incentivo maçante, por meio do Manifesto Comunista, em causar a “diferença” entre classes [burgos e proletários] foi inserido com sucesso já no século XIX e se infiltrou rapidamente no meio da sociedade. Dentre tantas mazelas causadas, acredito firmemente que a pior e mais destruidora de todas foi a mental. Esta ainda se reflete nos dias de hoje como um fogo devastador na psicologia humana, queimando e deixando um rastro de cinzas que continuam derretendo e zumbificando as gerações humanas.

BREVE PARÊNTESES

Apaga-se a inteligência e raciocínio lógico, o simples, o básico do indivíduo e o faz crer em algo animalesco, desorientando-o da realidade sábia e divina que o criou. Vitimizar, antônimo de coragem, transformou-se em força. Mas que força? A força em culpar o outro, o próximo – família, pai, mãe, amigos, escola, igreja, estado, antepassados -. O incentivo já não encaminha a humanidade para o crescimento individual, para o desenvolvimento singular do ser, mas sim para a coletividade separatista. Exatamente, comunidades inteiras e cada vez maiores, quantitativamente falando, se dividindo e, pior, subdividindo em proporções menores.

MORNO

A homogeneidade dos humanos se tornando estupidamente influenciáveis pelos dominantes. Antes, dominavam-se pela espada, a sangria da carne era temida. Homens buscavam honras e glórias em detrimento do próximo com intuito em conquistar a nobreza da alma. Hoje, porém, expurgar-se a nobreza individual por um interesse denominado “comum”. Comum, uma palavra que nos traz a leitura de algo “morno”, sem sal, insosso.

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca. Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.”

APOCALIPSE 3.14-22

É dito, claro e cíclico: O indivíduo morno, influenciável, está se vomitando. Vomitando a sua própria alma do corpo [casca], vivendo apenas sob os prazeres da carne [matéria] e se deixando dominar mentalmente por outrem.

“Ora, se tens preguiça em raciocinar, tu és um fantoche, nada além disso.”

Exposto sobre a natureza animalesca em que o homem se desenvolve atualmente, não me impressiona a caminhada árdua que este ser se submeterá. Apostando suas fichas em influências externas por pura preguiça, ganância e inveja. Querer enriquecer sem se autoconhecer e mantendo a base intelectual notoriamente tola, o fracasso mesmo que tardiamente virá.

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