Encurralados Pela Ignorância

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“Contar votos não serve para nada. Em qualquer questão difícil, é mais provável que a verdade seja descoberta por uns poucos do que por muitos.”

Descartes

Suponhamos que se 90% das pessoas estiverem caminhando em direção ao norte por um motivo qualquer, dificilmente você irá caminhar no sentido oposto. Existem alguns princípios que determinam a sua escolha, dos quais dois são mais explícitos, seja diretamente ou indiretamente.

1. 90% sabem de algo que você ainda não sabe, logo, seria burrice morrer solitário na praia.

2. Se 90% das pessoas acreditam em alguma coisa, será considerado pecado perguntar: “Esperem aí. Será que podem estar errados?”

Essencialmente, somos treinados desde a infância a aceitar, mesmo discordando, o desejo da maioria. A visão democrática, generalizada e absoluta, sendo utilizada pela massa quantitativa cada vez mais ignorante, torna-se a arma mais perigosa contra a própria inteligência e racionalidade [por mais cristalina que seja]. Em verdade, se torna a forma mais opressiva de controle, determinando e manipulando a capacidade mental de cada indivíduo singular. Como Descartes dizia que é mais provável que a verdade tenha sido encontrada por poucos do que por muitos, complemento a reflexão considerando que, provavelmente, a verdade tenha sido abafada pela ignorância da maioria.

Trazendo para o lado do dinheiro, fatalmente e inevitavelmente, a verdade não consegue ser escondida por muito tempo. Pode até ser “maquiada”, transformada temporariamente de sua estrutura original, focalmente desviada do objetivo, mas o fim é tão transparente quanto a mais límpida e pura água. Lucro sempre será lucro, prejuízo, dívida e déficit também serão imutáveis ao longo do tempo.

JOGOS DE AZAR. SERÁ MESMO?

Um jogador eficientemente consciente da sua capacidade intelectual em jogos como o poker, mas formado pela “escola do pensamento comum”, calculará cada mão recebida pelo dealer visando a probabilidade da menor perda monetária possível. Eventualmente este astuto jogador irá ganhar com baixos lucros, pois sempre estará de olho em suas perdas [aversão à perda], porém, perdas sempre serão retiradas de sua mão. Mesmo as perdas ridículas a longo prazo irão empobrecer o apostador. As frases clichês ensinadas desde os primórdios pela maioria farão todo sentido na cabeça do sujeito: melhor um pássaro na mão do que dois voando ou arrisque o que puder perder e dentre tantas outras. A consciência do indivíduo terá mais conforto fazendo o que sugerem os conselhos populares.

Mas, como diz o 14º Axioma de Zurique: a maioria das pessoas acreditam que os antigos clichês são verdades indiscutíveis. Isso posto, vale a pena observar que a maioria das pessoas não são ricas.

Voltando ao jogador de poker, seu conservadorismo exacerbado o trará possivelmente a dois cenários óbvios. Sair da mesa mais pobre do que antes independentemente do valor perdido – maior probabilidade devido ao risco temporal – ou minimamente mais rico. Esta última provavelmente não o fará comprar um carro de luxo, no máximo poderá render um belo jantar com a esposa.

Historicamente, as maiores riquezas foram geradas, criadas, por indivíduos que mantiveram perspectivas e escolhas infinitamente mais arriscadas do que a grande maioria. A visão ‘risco x retorno’, de fato, beneficia os 10% que ousam ir de encontro às crenças quase que impositivas da multidão. Existe uma crescente absoluta da ignorância coletiva e eu tenho firmes proposições de que tudo isso seja proposital, mas deixo isso para outra ‘carta’ qualquer.

Observo que a ignorância e o efeito ‘manada’ são expostos a cada clique que dou em sites relacionados a investimentos e também em estudos psicossociais referentes aos infinitos “criadores” [prefiro dizer replicadores, plagiadores] de conteúdos digitais. Acredito que nomear como ‘replicadores de conteúdo’ seja mais adequado quando fica nítida a exposição quase instantânea dos mesmos tópicos e notícias do momento. Agem como papagaios de piratas que repetem as frases, textos e conteúdo da mesma maneira, ao mesmo tempo. Creio na constância e ciclo da ignorância: descoberta por poucas mentes brilhantes e replicadas pelos outros 99%.

“O que foi voltará a ser, o que aconteceu, ocorrerá de novo, o que foi feito se fará outra vez; não existe nada de novo debaixo do sol.”

Eclesiastes 1, 9

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