O Mercado Não é Eficiente. Indivíduos São Ineficientes.

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Diante do atual cenário econômico que estamos vivendo, tanto no mercado financeiro, quanto na frágil situação financeira dos países, constato que ainda não chegou o tempo de um possível “estouro” de bolha, como a maioria dos economistas ou influenciadores dizem aos quatro ventos. Existe um conceito psicológico e comportamental teoricamente simples e compreensível de ser explicado. Entendam que, uma forte expectativa negativa por partes dos investidores, terá que ser acompanhada de resultados financeiros ruins – ou muito abaixo do esperado – por partes das empresas geradoras de lucratividade ou por ações governamentais negativas – contraproducente – em relação a economia. Definitivamente, isso não está acontecendo por agora.

Primeiro vivencia-se a fase do 1° ciclo de uma economia ainda em recuperação lenta, com as empresas apresentando lucros setoriais razoáveis ao que é aguardado – pós crise -, com estímulos monetários intermináveis por parte dos governos. Uma supervalorização de grande parte dos ativos seguindo a alta frenesi mental dos indivíduos. Em contrapartida, existe do outro lado indivíduos racionais que contestam essa euforia e continuam se mantendo céticos em relação a arrogância dos investidores medianos. Assim, definem uma posição defensiva em seus investimentos aguardando a oportunidade de ouro para adquirir ativos com os melhores preços. Portando, ainda há muito temor prevalecendo ao redor destes.

Após a primeira fase ser superada, entra-se no 2° ciclo de um mercado de alta. Empresas divulgam resultados mais fortes, além do esperado. A economia volta a ter características mais pujantes em relação ao estado anterior e até os indivíduos mais céticos [pessimistas] agora começam a ver bons frutos para os anos vindouros. De forma tão falha, os humanos começam a esquecer que a economia geral ainda se mantém fragilizada devido ao grande grau de endividamento governamental. Apesar de muitos sujeitos, mais coerentes com a realidade, observar que os ativos continuam sobrevalorizados, começam lentamente adentrar no mercado com intuito de lucrar um pouco por receio de perder muito tempo aguardando algo que talvez nem venha acontecer. Na verdade, começarão a buscar inúmeras justificativas plausíveis para sustentar a tese de que as coisas estão “entrando nos trilhos”.

Finalmente o 3° ciclo de alta entra em pleno vapor! Apesar da forte volatilidade em alguns momentos durante a fase de alta, todos os sujeitos [pequenos, médios e experientes] já se sentem convictos e confortáveis em investir tranquilamente. A economia teoricamente voltou a normalidade, a grande maioria está lucrando frequentemente. As empresas, até então, continuam entregando resultados coerentes com sua capacidade produtiva e até os investidores e economistas mais pessimistas já estão adaptados e convincentes de que “o pior já passou”.

Neste exato momento, qualquer notícia ou argumento negativo em relação a praticamente qualquer coisa, começa a influenciar psicologicamente os indivíduos. Mentalmente, os humanos já estavam plenamente conscientes de que todas as terríveis previsões já tinham sido superadas ao longo do tempo [anos] e logicamente, devido ao falso conceito do mercado ser plenamente “eficiente”, já tinha precificado no passado e no futuro todos os preços de seus ativos. Os sujeitos só esquecem que quem precifica estes ativos são eles mesmos, caminhando com a grande massa inconscientemente para o mesmo destino. O medo em “ficar para trás”, deixar de lucrar e a inveja do próximo, transformou lentamente os mais pessimistas em otimistas, afinal, todos concordam que o mercado é eficiente e, portanto, sabe mais do que o próprio indivíduo que se julga limitado.

O fim do macrociclo de alta perde forças e começa a despencar. Começando principalmente pelos investidores mais qualificados que notam que realmente algo não condiz com a realidade, com os preços supervalorizados, com as previsões positivas infinitas. Começam a lembrar da fragilidade econômica que os governos estão passando, da quantidade de desempregados, do lucro abaixo do esperado de uma empresa qualquer. Procuram qualquer ruído midiático para criar teses negativas relacionadas a economia monetária ou até algum comentário mal interpretado de algum político. Tempestade perfeita criada puramente por humanos, sem nenhuma explicação concreta. Tudo se torna um problema e injustificável para o seu psicológico obsoleto.

“Em três ciclos supervalorizam tudo de forma irracional por perspectivas futuras. Depois, puramente comportamental, desvalorizam tudo de maneira igualmente inexplicável.”

Quando finalmente os preços dos ativos se tornam nitidamente baratos, os indivíduos mais preparados e qualificados começam a comprar em busca de oportunidades. Infla-se os valores e recomeça o efeito massivo de compra pelos mesmos motivos já mencionados. Expectativas, medo de perder a oportunidade, lucros rápidos e inveja do próximo.

“Mercado Eficiente?”

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NOTAS

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Nos próximos posts, prestarei contas das doações (caso haja).

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