Vivo de Desconto! Menos no Mercado.

“Lugar público, ao ar livre ou em recinto fechado, onde se vendem e onde se compram mercadorias.”

Mercado, Significado

HOLANDÊS VOADOR

A primeira foi da Companhia Holandesa das Índias Orientais, negociada na Bolsa de Amsterdã, capital holandesa.

O plano era o mesmo das ações de hoje: dividir o capital em partes iguais, vendê-las e, com o dinheiro obtido, financiar a expansão da companhia para vencer a Companhia Inglesa das Índias Orientais.

Tornou-se costumeiro os proprietários dos navios comerciais venderem cotas [partes/ações] de suas embarcações para angariar recursos para o financiamento de viagens em busca de mercadorias e negócios.

Como de costume, navios com qualidades construtivas ruins, ou de qualidade inferior, tinham cotas mais baratas. Muito pelo fato de suas madeiras, materiais e equipamentos estarem obsoletos, frágeis ou até podres. Portanto, a probabilidade destes navios sucumbirem em suas longas viagens eram mais elevadas. A perca de patrimônio era muito mais arriscada.

Com isso, em 1669, a Companhia Holandesa das Índias Orientais se tornou a mais rica companhia privada do mundo, na época: tinha 150 navios mercantes, 40 navios de guerra, 50 000 funcionários, um exército privado de 10 000 soldados e uma distribuição de dividendos de 40%.

Não demorou muito para outras empresas copiarem a ideia das tais “ações”.

VALOR

Contorno por vários assuntos e sempre enfatizo a palavra “valor”. Sinto obsessão por esta palavra tão pequena mas com imenso potencial financeiro, material e intelectual. Observo com muita sagacidade que o valor é determinado por um indivíduo singular, rodeado de afirmações e desejos pessoais, heranças comportamentais, culturais e sociais no meio em que vive. De todo modo, sempre haverá um determinante lógico que precifique algo. Não me refiro apenas a uma matéria palpável, mas também à questões interiores, sentimentais e emocionais, onde todo sujeito determina a porcentagem de valor que aquilo afeta sua vida.

Todo homem tem seu preço, diz a frase. Não é verdade. Mas para cada homem existe uma isca que ele não consegue deixar de morder.”

Friedrich Nietzsche

Reflito o pensamento de Nietzsche complementando também na seguinte estrutura: “logo, se há iscas, há predadores.”

DEPOIS DA FILOSOFIA, VEM AS OBSERVÂNCIAS

Observância: substantivo feminino

  1. Cumprimento rigoroso de uma regra; submissão a uma lei.
  2. 2. Ação de pôr-se em conformidade com um modelo, uma regra, um costume.

Começo redigindo e expressando meus pensamentos e ideias, fundeados em pequenas referências do cotidiano que são facilmente perceptivas a todos, sem exceção. Assim como o indivíduo do século XVI, que tinha plena consciência lógica de que se adquirisse cotas [ações] dos navios inferiores estaria arriscando mais o seu patrimônio, e portanto, talvez não tivesse o retorno desejado. Os sujeitos atuais também se comportam da mesma forma ao negociar descontos na compra de um automóvel, de um imóvel, de um combo de TV/Internet e até em simples compras nas feiras livres. Nas feiras são ainda mais incisivos em exigir os tais descontos. Lutam fervorosamente para ganhar uma negociação, de um produto qualquer, com o vendedor.

Vendedor:
– 1 é 5, mas faço 3 por 10!

Comprador:
– Faz 4 por 10 que eu levo!

DESCONTO: UMA UTOPIA NAS BOLSAS DE VALORES

Diante do contexto apresentado, me surpreende profundamente, principalmente nos dias atuais, tamanha distorção do conceito entre racional x valor. Por quê me surpreende nos dias atuais? Porque estamos permeados, inundados, encharcados com infinitas fontes de informações confiáveis, estudos e circunstâncias históricas, ou seja, que já foram vivenciadas incontáveis vezes, onde o humano morde as mesmas iscas implantadas pelos predadores. Entre elas [iscas], a ganância pelo rendimento rápido e infinito, a supervalorização irracional de um mercado composto por indivíduos que subestimam dados reais e exatos quando o tema é a saúde financeira, seja pessoal, das empresas ou dos aspectos econômicos simples que deveriam fazer parte da rotina e da capacidade minimamente racional de qualquer humano.

O cidadão do século XVI, que investia nos navios mercantes, certamente tinha um tremendo medo pela perda total de sua principal mercadoria [dinheiro], pois as viagens duravam aproximadamente oito meses até o regresso da embarcação e continham riscos incalculáveis como tempestades, doenças que afetavam a tripulação, inimigos [outros países e piratas] e por fim, produtos avariados ou estragados. Além disso, o governo não jorrava dinheiro pela janela para sua população. O seu dinheiro continha valor verdadeiramente produzido.

O que vivenciamos hoje? Humanos mentalmente debilitados em conceitos de valor. Desestimulação produtiva dos indivíduos pela fácil aquisição monetária em detrimento das novas características governamentais e disrupção completa por parte dos sujeitos atuantes nos mercados de capital aberto, onde a racionalidade está deixando de existir pela perda do medo das tempestades, do navio afundar, como no século XVI.

NOTAS

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Nos próximos posts, prestarei contas das doações (caso haja).

Meu livro publicado na Amazon! Me dê essa força e ânimo para continuar transformando conhecimento em conteúdo.
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