Reflexões Behavioristas Aleatórias

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Compaixão é o sentimento de pesar, de tristeza causado pela tragédia alheia e que desperta a vontade de ajudar, de confortar quem dela padece. Sentimento de piedade com o sofrimento do outro, independente de quem seja.

SERÁ?

Aspectos importantes a ser observado é a relação entre percepção de justiça e o efeito posse. O “distúrbio anormal do mercado” consiste, a grosso modo, em anomalias da contabilidade mental, praticamente imperceptível, que atua em todos os humanos que consomem algo em sua trajetória de vida. Para os consumidores, não há problema algum em ficar de olho, ou pesquisando as pechinchas diárias. Fazer uma boa economia em uma compra nunca fez mal a ninguém!

SERÁ MESMO?

Por mais que comprar, adquirir algo ou fazer um “bom negócio” pareça sempre economizar dinheiro, em muitos casos passa a ser apenas “gastar dinheiro”! Um custo apenas pelo preço e não por necessidade [trazendo até malefícios, em alguns casos].

VAMOS À PROCURA DE UMA PIZZA?

Digamos que um sujeito [S], puramente comportamental, resolva comprar uma pizza para comer naquele momento tão oportuno, mesmo não estando faminto e consciente que apenas 3 (três) pedaços o satisfaz. Ao ligar para uma pizzaria, o atendente o informa as tão deliciosas massas com preços muito atraentes. Uma denominada brotinho com apenas 4 (quatro) pedaços de pizza padrão custa R$ 10,00. Porém, há uma oferta super promocional relâmpago de uma pizza gigante com 8 (oito) pedaços que está custando apenas R$ 18,99!

No exato momento da informação recebida, [S] entra em um estado de euforia mental imediata pois já “raciocina” que está diante de um ótimo negócio. Tal atitude é descrita pelo economista comportamental Richard Thaler, como utilidade de transação [qualidade percebida do negócio]. Utilidade de transação baseia-se na diferença entre o preço efetivamente pago pelo produto [objeto] que normalmente se esperaria pagar, o preço de referência. No caso da pizza gigante, seria no mínimo R$ 20,00.

NÃO TEM MALEFÍCIO!

Destrinchando a situação apresentada por outro ponto de vista, observa-se que [S] não tinha uma fome avassaladora para comer a pizza gigante. E mesmo se tivesse, conscientemente sabe que no terceiro [ou até no quarto] pedaço ele já está saciado. Involuntariamente, a contabilidade mental de [S] avalia a situação como uma falsa utilidade de transação positiva, onde o negócio da pizza sai por uma “pechincha”.

Afinal, será mesmo que o sujeito obteve uma economia satisfatória? Por esta perspectiva de observação, [S] arcou com um custo a mais de R$ 8,99 em uma única transação, mesmo ciente de que só conseguiria comer até 4 (quatro) pedaços naquele momento. Isso o obrigaria comer o restante da pizza forçadamente naquele instante ou, guardá-la para comer em outro dia.

Acredito que a grande maioria concorde que não é muito agradável ao paladar comer uma pizza requentada após muitos dias. Digamos que [S] também tenha esta mesma sensação e coma as sobras no dia posterior. Portanto, conclui-se que o sujeito acabou comendo desnecessariamente o dobro do que precisava, com um custo maior e gerando uma despesa não-obrigatória. Além disso, deve-se refletir que [S] acabou ingerindo o dobro de gorduras nocivas em seu organismo, causando outros efeitos colaterais que influenciam diretamente em sua qualidade de vida e saúde.

MAS É SÓ UMA PIZZA..

Mas é só uma pizza! Mas é só um hambúrguer! Mas estava em promoção! Era um ótimo negócio! Eu preciso economizar!

etc etc etc.

A verdade é que sempre haverá um “bom motivo” para consumir, mesmo não analisando profundamente o quê, como e o porquê de estar consumindo. Conforme exposto, [S] arcou com um gasto superior supostamente promocional – em sua contabilidade mental – desconsiderando, efetivamente, uma característica pessoal relacionada à sua necessidade.

E se este sujeito [S] utiliza confortavelmente sua contabilidade mental em várias transições financeiras ao longo de um ano? Quanto ele gastou desnecessariamente?

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