Perdi Tudo. O Mundo Acabou!

Se você não puder se convencer de que “quando minhas ações estão 25% em baixa, sou um comprador” e eliminar o pensamento fatal de que “quando minhas ações estão 25% em baixa, sou um vencedor“, então você nunca obterá lucro decente com ações”.

Peter Lynch

O MUNDO JÁ ACABOU 10 VEZES

Fazendo uma reflexão um tanto ignorante, só em minha vida de apenas 31 anos, o mundo já acabou no mínimo 10 (dez) vezes. Vou descrevê-las em ordem cronológica para fácil interpretação:

  1. Início do Plano Real, em 1994;
  2. Bug do Milênio, fim de 1999;
  3. Bolha da Nasdaq, ano 2000;
  4. Terrorismo de 11 de setembro, ano de 2001;
  5. Crise do subprime, fim de 2008;
  6. Medo das Eleições Americanas, em 2016; [Diziam que Trump destruiria o mundo!]
  7. Guerra Econômica – USA x China, 2018;
  8. Pandemia do Covid-19, ano 2020;
  9. Medo absurdo [novamente] das Eleições Americanas, 2020;
  10. Posso morrer a qualquer momento, então não vale a pena investir.

Como eu queria ter começado a investir desde o meu nascimento, provavelmente hoje eu seria milionário, apesar de tantos fim do mundo. O plano Real continua muito ativo após 26 anos, o Bug do Milênio não passou de uma “balela”, a Nasdaq continua a pleno vapor e com ganhos extraordinários [as techs movimentam nossas vidas, inclusive por esse blog que você acompanha], terroristas e lunáticos continuam pelo mundo cometendo suas aberrações, a imensa crise do subprime foi superada e os bancos continuam mais fortes do que nunca, o Presidente Donald Trump não destruiu o mundo [pelo contrário, concluiu vários acordos de paz entre as nações], USA e China continuam comercializando, Covid-19 é uma doença como todas as outras e, até então, ainda não morri. Aliás, se eu soubesse quando chegaria o meu fim terreno, não me importaria nem onde iria trabalhar, muito menos com dinheiro.

FATOS HISTÓRICOS EM GRÁFICOS

Tentando resumir todos estes fatos citados graficamente no S&P500, Nasdaq e até B3:

Quedas acentuadas nos períodos relatos – S&P500
Quedas acentuadas nos períodos relatos – NASDAQ
Quedas acentuadas nos períodos relatos – B3

PURAMENTE COMPORTAMENTAL

Historicamente, observa-se que o curso da história é referenciado com crises domésticas [nacionais], entre nações e mundiais [generalizada], isso reflete sim o comportamento emocional de grande parte dos indivíduos que compõem os mercados, sejam investidores a curto, médio e longo prazo, instituições financeiras e especuladores de modo geral. Sempre devemos recordar que estes mercados, independente do local ou por mais automatizado que seja, é composto essencialmente por humanos com fragilidades explícitas, seja por questões financeiras, familiares, espirituais, profissionais, ideológicas, nacionais, políticas ou culturais. O mercado é um sistema extremamente democrático, onde a base psicológica e emocional do sujeito é constantemente testada com fundamentos clássicos em êxodos de massa. A tendência do ser humano é acompanhar o fluxo com medo de ficar para trás, sozinho, mesmo que a massa esteja em direção ao precipício.

É tranquilizador para o indivíduo errar com o coletivo. Isso dá a falsa sensação de que “acertou” ao errar, como a maioria, portanto ele não se sente punido por isso. Seu psicológico se sente confortável, apesar das perdas.

Mesmo conscientemente, o sujeito que atua no mercado sem o aprofundamento do conhecimento mental pessoal, tende a seguir o fluxo da manada baseado nas notícias e sentimentos coletivos.

O QUE OS ÍNDICES DIZEM?

Vivemos em um mundo caótico, incontrolável! Se não temos domínio sob as nossas próprias escolhas, porque insistimos com tamanha petulância em continuar tentando adivinhar o futuro dos mercados? Um contexto muito mais complexo, com infinitas variáveis e recheados de sentimentos [milhões de pessoas] à flor da pele. Cada uma com seu motivo perturbador.

Contudo, é nítido o rendimento exponencial dos investidores que superaram suas adversidades mentais, emocionais e financeiras. Em sua grande maioria, indo contra os mais fortes instintos negativos que os perturbavam nos momentos de quedas abruptas, ocasionada pela movimentação da grande massa.

Se imagine, neste contexto, um foco de fumaça densa e negra sendo avistado por trás de uma colina. Neste momento, toda a comunidade residente, sem um completo entendimento do que está ocorrendo, começa a fugir de suas casas, abandonando tudo e saindo da cidade, acarretando vários prejuízos desnecessários [um êxodo massivo, instantâneo]. Em sua ignorância completa e influenciado por fortes emoções coletivas, você também resolve fazer o mesmo, apesar de não saber os motivos.

Um outro indivíduo mais calmo e controlado observa, racionaliza e compreende que a intensidade da fumaça é fraca e também se aproximam nuvens carregadas de chuva. Este cidadão entra dentro sua casa e aguarda a tempestade apagar o o incêndio! Ele não sabe lidar com emoções nocivas dos outros.

Enfim, a tempestade chega ao fim, o incêndio se apaga e há um retorno em massa para a cidade. Todos arcam com seus prejuízos de maneira contente pois, psicologicamente, estão todos no mesmo barco. Porém, aquele sujeito que ficou, não teve nenhum prejuízo e pôde continuar com seus lucros no mesmo patamar de antes, aproveitando para fazer bons negócios com os desesperados que necessitam arcar com suas despesas.

O mercado responde da mesma maneira, afinal, ainda estamos vivos e o mundo morreu, mas passa bem.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s