Cunho Forçado

“Você sempre dará maior importância para o quanto perdeu, mesmo sendo irrisório em relação ao seu ganho, desde que perceba esta perda. Se denomina ‘aversão à perda’.”

Vinícius Capucho

O LASTRO FORÇADO GOVERNAMENTAL

Os governos simplesmente não poderiam invadir os livres mercados e impor suas moedas de maneira forçada. O processo foi lento, gradual e incisivo!
Em um processo secular, o movimento linear a favor dos planos de monopolizar toda uma sociedade têm cunhos forçados com imposição para utilização de moedas obrigatórias governamentais.

Não é nada simples determinar quantas miligramas de ouro são necessárias para comprar um picolé nos dias atuais, por exemplo. A cunhagem das moedas não tinha apenas o objetivo de “facilitar” a vida do cidadão medieval, mas principalmente, de manter o domínio dos súditos – povo -. Um capricho desenvolvimento para dominar diretamente, de maneira indolor e imperceptível, o psicológico individual humano.

CUNHAGEM EM ECONOMIA
Cunhagem é o processo pelo qual as moedas passam para serem gravadas. Consiste em promover a estampagem de um desenho em uma, ou ambas, as faces de uma moeda, utilizando para tanto um cunho. Em Economia, cunhagem geralmente se refere ao custo total da produção da moeda metálica, geralmente a cargo das autoridades governamentais e de países com reservas disponíveis para tal.

CUNHAGEM EM PSICOLOGIA
Cunhagem, Imprinting ou Estampagem, em Psicologia, é uma resposta de comportamento adquirida no início da vida, não reversível e normalmente provocada por uma certa situação ou estímulo que a desencadeia. O conceito foi desenvolvido por Konrad Lorenz ao observar aves.
A forma mais conhecida de cunhagem é a “cunhagem filial”, em que um animal jovem adquire várias de suas características comportamentais de seu pai ou mãe.

OU SEJA…

Você sempre será filho do seu senhorio soberano. O papel-moeda do governo que te sustenta.

Quais as primeiras atitudes que os governos que se proclamam “salvadores do povo” propõem? O modelo Robin Hood – tira de quem produz e dá a quem não produz -, taxações ou cerceamento sobre moedas! Em um trecho do livro “O QUE O GOVERNO FEZ COM O NOSSO DINHEIRO?” o autor esclarece:

Os refugos de ouro e prata que sobravam deste processo [diluir secretamente ouro em liga metálica inferior, fabricando moedas mais leves] eram fundidos em novas moedas, as quais eram embolsadas pelo rei e utilizadas para pagar suas despesas. Desta maneira, o governo continuamente manipulava e redefinia o mesmo padrão monetário que havia jurado defender.

O governo impõe controles de preços, ou emissão de moedas sem lastro produtivo, principalmente para desviar a atenção do público. Em vez do indivíduo perceber que a inflação é culpa exclusivamente do governo, este senhorio faz de tudo para atribuir a culpa aos supostos malefícios do livre mercado entre os próprios cidadãos. Um modo sutil de manter uma falsa economia produtiva as custas do lento empobrecimento a longo prazo da massa.

Como os bancos criam dinheiro do nada e como o Banco Central, um suporte estatal, permite esta prática.

Não precisa ser nenhum gênio para interpretar, ou observar, as mudanças ao seu próprio redor. Teoricamente, com as injeções monetárias indiscriminadas, o dinheiro se faz sempre presente. Porém, o valor real do mesmo se torna cada vez menor.

Compara-se o preço com qualquer produto de consumo próprio básico, sendo que não há uma mudança significativa na matéria-prima utilizada para a produção do mesmo [picolé].
1. O leite sempre foi leite e sempre veio do animal;
2. O chocolate sempre veio do cacau, a grosso modo. E assim por diante.

E ONDE ENTRA O BEHAVIORISMO ECONÔMICO?

EM TUDO! Estamos fadados a continuar nos comportando da mesma maneira enquanto não houver uma mudança de pensamento lógico relacionado a economia de livre mercado [oferta, demanda e interferências]. A economia é puramente formada por uma sociedade composta por sujeitos singulares, onde cada um tem os próprios desejos individuais a ser conquistado. A matemática exata se torna apenas o complemento.

A cunhagem forçada já nos impõe restrições ao livre comércio, à redução do acesso aos produtos e serviços de outros sujeitos ou comunidades vizinhas. Os governos também são compostos por humanos que, em grande maioria, carecem de raciocínios lógicos e comportamentais voltados para uma simples relação de receitas, custos, lucros ou prejuízos. O papel-moeda se torna apenas papel se não houver um produto que justifique o valor monetário.

Consequentemente, não se pode determinar um alto valor para um produto [que não exige alto grau de conhecimento ou tecnológico] produzido em larga escala e facilmente encontrado no mercado. Da mesma maneira, de nada adianta a impressão desenfreada de dinheiro [neste caso, o dinheiro nada mais é do quem uma mercadoria, um produto] buscando o enriquecimento ou solução dos problemas econômicos de um Estado.

O behaviorismo econômico também é facilmente perceptível, em grande parte, nos sujeitos que compõem a sociedade. Estes adquiriram, com enorme facilidade mental, a crença de que a solução óbvia para a solução da economia sem vem com “doação” de dinheiro do próprio governo [senhorio].

Para haver uma doação de um lado, obrigatoriamente, tem que haver alguém produzindo no outro.

O valor agregado é diretamente proporcional à raridade do produto, à dificuldade da produção ou a propriedade intelectual.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s