O Preço da Paciência

“Motivação é o que faz você começar. Hábito é o que te faz continuar.”

Jim Rohn

95% DA SOCIEDADE

Um dos maiores fatores que impedem a maioria das pessoas de implementar e manter hábitos positivos é que elas não possuem a estratégia certa. Não há uma aferição mental correta. Logo, elas não sabem o que esperar e também não estão preparadas para superar os desafios psicológicos e emocionais, que são parte do processo da associação firme de qualquer hábito novo.

Há uma necessidade estratégica para adquirir domínio sobre a compulsão e consequentemente, regularidade dos hábitos positivos. No livro “O Milagre da Manhã”, do escritor Hal Elrod – recomendo com empenho essa leitura -, relata que cerca de 95% da sociedade fracassa, repetidas vezes, em qualquer tentativa de mudança positiva de hábito que possa influenciar “negativamente” o corpo físico, psicológico ou emocional. Citando como exemplo: parar de fumar, rotinas de exercícios, dietas e também, mudança no orçamento e hábitos financeiros.

Porém, a falsa “sensação negativa” que o indivíduo sente fortemente, dura comprovadamente até os primeiros 21 dias, segundo estudos comprovados por Maxwell Maltz – Psycho-Cybernetics: A New Way To Get More Living Out of Life.

E DAÍ?

A mudança repentina de hábitos econômicos e principalmente no ambiente do mercado financeiro requer práticas constantes de aprimoramento comportamental em estratégias mentais para combater a ansiedade, leituras voltadas para o desenvolvimento pessoal e conhecimento interior, filtragem de conteúdos tendenciosos e alarmistas, e por último, elaborar métodos (táticas) para controlar o gatilho mental em tomadas de decisões.

Um dos conceitos que me marcou para controlar os gatilhos mentais: “De modo geral, o sujeito toma decisões importantes com a mesma certeza e rapidez que também toma decisões não importantes.”

Particularmente, observamos essa atitude errônea, precipitada e impensável de maneira gritante no mercado de renda variável. O sujeito citado tem grande chance de ser você que está lendo este conteúdo, afinal, o indivíduo se torna um especulador a curtíssimo prazo, escolhendo e negociando ativos – compra e venda – envolvendo seu patrimônio financeiro simplesmente por que “soube” de alguma forma que tais ativos iriam subir ou cair. Toma-se uma decisão importantíssima envolvendo dinheiro próprio, sem nenhuma informação valiosa concreta, com a mesma rapidez que decide entre tomar um copo d’água ou de suco.

Porém, o mercado não deve ser tratado como casa de apostas, pois as variáveis que criam as abruptas volatilidades são infinitas. Não há o mínimo racional condizente que justifique a direção exata dos ativos e seu patrimônio simplesmente pode ir pelo ralo em minutos.

Se fosse dono de um negócio e não houvesse cotações diárias para “medir” o desempenho da empresa, como você avaliaria seu rendimento? Com certeza iria observar o crescimento dos lucros, a margem líquida, o fluxo de caixa, crescimento dos clientes e por aí vai. Simplesmente a economia iria ditar o aumento ou diminuição do seu investimento. Dito isto, então por quê você se preocupa tanto com a euforia ou pessimismo diário do mercado acionário? O risco se torna altíssimo!

“Não me importaria se o mercado de ações fechasse por um ou dois anos. Afinal, fica fechado aos sábados e domingos e isso não me incomoda nem um pouco”.

Warren Buffett

LIDANDO COM AS ARMADILHAS EMOCIONAIS

Criei alguns métodos pessoais para burlar a ansiedade e tomar decisões importantes que envolvem meu dinheiro, de maneira racional e coerente. Trabalhei uma mudança de hábito forçadamente até conseguir dominar minhas atitudes impulsivas relacionadas ao mercado. Vou citar alguns exemplos para melhor compreensão.

  1. Deleto o aplicativo da corretora por períodos diários e até semanais para não correr o risco de cair na armadilha em abrir o Home Broker com frequência;
  2. Montei um único portfólio com empresas financeiramente sólidas de acordo com meus estudos, aprofundando meu conhecimento nos investidores reconhecidos a nível mundial. Sigo os ensinamentos dos mais bem-sucedidos e isso me dá uma tranquilidade psicológica em relação às minhas decisões;
  3. Me comprometi a abrir sites sobre notícias do mercado apenas uma vez ao dia, no horário de fechamento do mercado. Essa atitude me limitou a não ficar ansioso pelas notícias “alarmantes” o tempo todo e continuar me mantendo informado;
  4. Mesmo com dinheiro para em caixa, implantei o autocontrole para não aportar com desespero, analisando calmamente os ativos e determinando um dia específico para o aporte – caso NÃO haja uma queda brusca -. Se houver uma queda acentuada com grande pessimismo do mercado, efetuo o aporte;
  5. Adquiri o hábito de não procurar/verificar Ativos aleatórios sem algum objetivo claro. Por exemplo: sem motivo ou sem dinheiro para comprar, sem necessidade de aumentar de portfólio, sem necessidade de rotacionar algum ativo (vender para comprar).



    Recomendação de Leitura

BENEFÍCIOS DOS NOVOS HÁBITOS

Diminuí consideravelmente a angustia/ansiedade em ficar olhando como estava meus rendimentos diários, sendo que eu não ia retirar nenhum valor. Aprendi que notícias vem e vão todos os dias, o tempo todo, e que isso não afeta a longo prazo os meus ativos, pois os comprei com motivos plausíveis me baseando nas competências das companhias.

E o principal benefício que sinto é justamente ter plena consciência que estou psicologicamente controlado para aguentar pressões inesperadas dos mercados. Seja em pessimismo, euforia e problemas adversos.

Não há preço que pague em deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo.

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