Aprendendo Com Buffett

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“O investidor que se permite ser atropelado ou se preocupa indevidamente com declínios injustificados do mercado que afetam seus investimentos está perversamente transformando sua vantagem básica numa desvantagem básica.”

Benjamin Graham

“Se você me pede que avalie o risco de comprar a s ações da Coca-Cola agora de manhã para vender amanhã, eu diria que essa é uma transição muito arriscada. Entretanto, conservá-las durante dez anos representa risco zero.”

Warren começou comprar suas posições da Coca-Cola (KO) em 1988 e adivinha? Ele as detém até hoje. Mais de 30 anos em apenas uma Company. Claro que há pesquisas anuais sobre como andam os negócios da KO, mas isso que diferencia o investidor com olhar de sócio em comparação com o especulador clássico. Adquirir uma paciência ao longo do tempo.

“O mercado de ações é uma transferência de valor dos impacientes para os pacientes.”

Exatamente com essas pequenas frases que Warren define o comportamento essencial do investidor em mercado de renda variável. Nada além da pura capacidade psicológica comportamental.

O JEITO WARREN BUFFETT DE INVESTIR

A importância da leitura dos modelos de investir dos grandes “vencedores” da Bolsa de Valores se torna uma busca constante para o aprendizado e entendimento para não se deixar levar pelas variações incalculáveis deste negócio. Sim! Todos nós que investimos em Ações – empresas -, temos o dever de nos comportamos como sócios, donos, CEO’s, investidores e consumidores daquele produto ou serviço. Exige-nos a capacidade de nos importarmos com os dados anuais das nossas empresas e como andam nossos lucros, prejuízos e perspectivas futuras do nosso negócio.

Não se compra e vende negócios em minutos, dias e meses – não na visão de proprietário -.

Liev Tolstói faz uma observação em sua obra Guerra e Paz: “Os mais fortes de todos os guerreiros são estes: o tempo e a paciência”.

Sempre busco embutir incessantemente na mente, tanto na minha, quanto dos que me questionam: “Fortaleça o psicológico diariamente”. Apesar dos programas de computador e das caixas-pretas diárias, ainda são as pessoas que fazem os mercados.

Charlie Munger salienta: “Entraram no mundo dos negócios e encontraram enormes padrões previsíveis de irracionalidade”.

A PSICOLOGIA DO INVESTIMENTO

  • Confiança Excessiva
    O excesso de confiança nas informações que coletam e pensam que têm mais razão do que efetivamente têm. Se todos os envolvidos acham que sua informação está correta e que sabem de algo que os outros ignoram, o resultado é um grande volume de negociações e incertezas sem valor. Afaste-se das enxurrada de notícias diárias e foquem no negócio da empresa.
  • O Viés da Reação Exagerada
    Richard Thaler chama a atenção para vários estudos demonstrando que as pessoas dão ênfase demais a evento aleatórios achando que identificaram uma tendência. Especuladores se apegam a informações recentes e extrapolam com base nelas. As pessoas costumam ter uma reação rápida e exagerada diante de uma má notícia, mas reagem lentamente a boas notícias.

    Thaler a descreve como “miopía do curto prazo” e acrescenta: “Não queira saber a cada minuto o que há na caixa de entrada de seu computador, nos recados de seu celular ou de qualquer dispositivo que tenha”.
  • Aversão a Perdas
    Segundo a teoria de Kahneman e Tversky, intitulada “Teoria da Perspectiva: Uma análise da decisão do risco”, provaram matematicamente que as pessoas lamentam as perdas mais do que festejam os ganhos do mesmo tamanho. Em outras palavras, a dor de uma perda é bem maior do que a alegria de um ganho.

    Essa é uma característica fundamental da psicologia humana. Aplicada ao mercado de ações, significa que os investidores sofrem duas vezes mais por perder dinheiro do que se sentem bem quando escolhem uma ação de bom desempenho. O impacto da aversão à perda nas decisões de investimentos é óbvio e profundo. A fim de preservar a boa opinião que temos de nós mesmos, ficamos apegados a más escolhas por tempo demais, na vaga esperança de que a situação se reverta. Se não vendermos nossas piores ações, nunca teremos de encarar nossos fracassos.

    Ninguém gosta de admitir erros. Mas, se você não vende um erro, está potencialmente desistindo de um ganho que poderia ter com um novo investimento mais inteligente.
  • Contabilidade Mental
    Contabilidade mental é uma das razões a mais para as pessoas não venderem ações com qualidades ruins ou de mau desempenho. Na cabeça delas, a perda não se torna real até que aconteça isso de fato. Isso nos ajuda a compreender nossa tolerância ao risco: é muito mais provável que queiramos correr um risco com dinheiro achado.

OS PRINCÍPIOS DE BUFFETT

Princípios de Negócio
1. Simples e compreensível?
2. Histórico consistente de operações?
3. Perspectiva favorável a longo prazo?

Princípios de Gestão
1. Gestão racional?
2. Transparente com seus acionistas?
3. Resiste ao imperativo institucional?

Princípios Financeiros
1. Foque no retorno sobre o Patrimônio Líquido, não no lucro/ação.
2. Busque companhias com altas margens de lucro.
3. Para cada dólar/real retido pela empresa, certifique-se que ela tenha criado pelo menos 1 dólar/real em valor de mercado.

Princípios de Mercado
1. Qual o valor do negócio?
2. O negócio pode ser comprado com algum desconto? Monitore e aguarde uma “queda” para a compra.

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