O Que Nos Aguarda?

“Tentando prever o futuro da economia brasileira, com dados!”

INTRODUÇÃO

Baseio minha visão de investimentos atrelando com a observação diária dos fatos e dados de pesquisas que faço ao decorrer das semanas. Não julgo o pessimismo como algo apenas ruim, mas utilizo deste artifício para angariar bons frutos diante das dificuldades imputadas por ocorrências que não tenho o mínimo poder de mudar.

Sigo constantemente observando o choque social e econômico que estamos vivenciando. Impacto este, que simplesmente aconteceu do dia para a noite, influenciando diretamente a vida das pessoas em vários setores e de diversas maneiras. Custo acreditar que seja o “new normal”, mas se de fato for, pretendo estar preparado psicologicamente para tal mudança.

DADOS & FATOS

Sendo objetivo, direto e reto. A projeção da taxa de juros Selic, definida nas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária), sofreu significativas alterações no período da pandemia e podendo cair para 2% em agosto. Existem consequências positivas e negativas nesse instrumento, que ao meu ver, se vivêssemos em um país economicamente desenvolvido, comercialmente aberto e politicamente estável, a diminuição da Selic seria extremamente benéfica a toda população, incluindo investidores domésticos e estrangeiros. A Selic é a referência adotada principalmente pelo setor financeiro – empréstimos, financiamentos, aplicações financeiras -, afetando fortemente aos juros bancários.

Porém, os fatos nos levam ao contraditório. O Brasil é um país emergente com falhas estruturalmente graves em vários aspectos e como se isso não bastasse, temos muitas amarras institucionais e jurídicas que afugentam os investidores estrangeiro do nosso mercado interno. Podemos citar como exemplo, a depreciação monetária, infraestrutura precária – rodovia, ferrovia e aquaviária -, engessamento da máquina pública, confusa e alta carga tributária, cultura da estatização, protecionismo, déficit fiscal em máximas históricas, complexa legislação trabalhista e comercial e forte instabilidade política. Somos um país rico em abundância, mas extremamente atrasado.

Ao unirmos as defasagens apresentadas com a baixa taxa Selic, caminhamos justamente para o sentido inverso de: Investimentos, demanda e produção. Observamos isso claramente nos gráficos apresentados a destacando as previsões antes e pós pandemia para o PIB (Produto Interno Bruto), dívida líquida do setor público e taxa cambial (Real/Dólar) que estão atreladas a confiabilidade dos investidores no Brasil.

Produto Interno Bruto

O PIB representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos durante um período determinado. É um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de quantificar a atividade econômica de uma região.

Dívida Líquida

É chamado de dívida líquida o indicador que mensura o grau de endividamento das companhias ou Estado em relação ao seu patrimônio. Isto é, a diferença entre quanto ela deve e o quanto tem disponível atualmente para a quitação.

Taxa Cambial

A taxa de câmbio é a relação entre as moedas correntes de dois ou mais países, porém ela também informa sobre as transações comerciais e relações de troca entre as nações.

Todos os dados foram retirados da “Carta de Conjuntura”, fornecida mensalmente pelo Instituto de Pesquisa e Econômicas Aplicadas. Uma fundação pública federal vinculada ao Ministério da Economia.

FONTE

Carta de Conjuntura

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